30 de setembro: Dia do Jornaleiro

30 de setembro: Dia do Jornaleiro

“Boa tarde a todos da Gazeta do Tatuapé, um jornal que tenho orgulho de distribuir todos os domingos. Hoje, 30 de setembro, é o Dia do Jornaleiro!”. As simpáticas palavras são de José Valter dos Santos, da Banca Trevo de Ouro, localizada na Rua Oswaldo Arouca, 214, Vila Formosa.

Na profissão há quase 40 anos, ele foi um dos que ajudaram a reivindicar que as publicações fossem deixadas nas bancas através do sistema de consignação. “Infelizmente, o nosso dia é pouco lembrado. Digo que uma banca é um espaço cultural. Vendemos cultura! É um trabalho diário, que vai de 05h50 às 20 horas, no meu caso. No fim de semana fecho um pouco mais cedo, pra descansar. Aí já chega a segunda. Mas é prazeroso demais ser jornaleiro. Lidar com o público é muito bacana. A gente faz muita amizade. Pra mim é um trabalho de utilidade pública! Eu acho!”, analisa Santos.

AGRADECIMENTO
Estudos indicam que a profissão existe no Brasil há aproximadamente 150 anos. E, para Nélio, da famosa Banca Nélio, que fica na Rua Serra de Bragança, praticamente na esquina com a Rua Francisco Marengo, a profissão lhe possibilitou ter de tudo.

“Só tenho que agradecer. Formei meu lar, veio a minha bela família, dei educação, estudos e formação superior aos meus filhos. Fiz o máximo, como qualquer pai que trabalha em uma grande empresa”, contou orgulhoso.

Também, são 35 anos de profissão e muitas histórias para contar. “Vários fatos marcaram, mas o carinho do público, o muito obrigado, é um prazer comprar na sua banca, e obrigado por me atender bem, são palavras que ficam no coração. Mas um fato que marcou foi quando realizei o meu primeiro evento, o de transferência da banca para este endereço, no ano de 1993. Cerca de duas mil pessoas compareceram”, recordou.

TODOS OS GOSTOS
Impossível seria contar o número de vendas de uma banca de jornal. Isso porque são inúmeras as publicações hoje no mercado que atendem a todos os públicos e gostos! Dependendo do tamanho da banca, os títulos podem chegar a 2.800, por exemplo, ou até mais, com publicações nacionais e internacionais.

“Há nove anos trabalho como jornaleira. Sou economista por formação, mas depois que resolvi ser mãe e criar os meus filhos, achei que trabalhar em uma banca seria algo legal devido à consignação. Além disso, é uma profissão que traz alegrias e, também, exige sacrifícios, ao mesmo tempo. Trabalho todos os dias, das 6 às 20 horas. Se eu não abro… É engraçado isso. Sabe, as pessoas gostam de pegar um jornal, uma revista, pra ler. Não é todo mundo que gosta de ler através de celulares, tablets”, observa, Lígia Nave, da Banca Nave.

“É uma profissão onde você faz muitas amizades e se diverte. Todo mundo tem uma história pra contar. As pessoas procuram de tudo, de palavras cruzadas a coleções e os jornais, claro. A banca está neste endereço há mais de 20 anos. E mesmo com toda esta informatização, temos o nosso público fiel”, finalizou Lígia. A Banca Nave fica na Rua Lopes Moreira, esquina com a Rua Antonio de Barros.

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